Ossada de homem de 37 anos é localizada em matagal

1 de março de 2014 7:100 ComentáriosViews: 584

Evandro Cesar Morial, de 37 anos, conhecido por “Cai Cai” saiu de sua casa na Rua Serra Azul, no dia 9 e sumiu 

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Os ossos de Evandro Cesar Morial, de 37 anos, desaparecido desde o dia 9, foram encontrados em um matagal, na manhã de ontem, na zona rural da cidade.

De acordo com o delegado plantonista que atendeu o caso, Amauri Cesar Pelarin, o local fica próximo à estrada vicinal Primo Novelli, quilômetro quatro.

Logo pela manhã, uma pessoa que passava pelo local avistou os ossos no meio do canavial e acionou a Polícia Militar.

Com a chegada da viatura o policial constatou que a ossada era humana e que havia pertences supostamente da vítima, como calçado, roupas, carteira com documentos e R$ 10 em dinheiro, uma pulseira e aliança de ouro.

Em seguida, o delegado compareceu no local e acionou a Polícia Técnica para periciar o cadáver.

“Nesse momento estamos classificando a morte como suspeita, porque ainda não se sabe o que realmente aconteceu, se foi homicídio ou suicídio. Não descartamos nenhuma linha de investigação. Temos a informação de que a vítima tinha problemas com as drogas e teria ficado internada em clínica de recuperação por seis meses”, explicou o delegado.

A autoridade também comentou com a reportagem de O Jornal, que a vítima teria tendências suicidas e que já havia falado para os familiares que iria se matar.

“A família disse que além do envolvimento com as drogas, o rapaz estava com problemas com a esposa”, falou a autoridade.

Após os ossos e o local serem periciados pela Polícia Técnica, foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Catanduva.

“Os ossos foram levados para o IML, onde foi colhida uma amostra de DNA para posteriormente ser feito exame para confirmação da identidade da vítima”, disse.

 

Ossada

Mesmo com pouco tempo, entre o dia do desaparecimento da vítima e o encontro do cadáver, o delegado explicou que a decomposição foi rápida devido a vários fatores, com por exemplo, o clima, temperatura, possível participação de animais e outros fatores que podem acelerar o processo.

“O corpo estava ao tempo e no meio de um canavial. A decomposição pode ocorrer devido a vários fatores. Tudo será investigado, inclusive se há indícios de violência. Precisamos de uma investigação mais aprofundada para saber o que aconteceu”, falou.

 

Familiares

Conforme divulgado na edição da última quinta-feira, compareceu no Plantão Policial, na tarde do dia 11, o pai da vítima A.A.M., de 61 anos, dizendo que o seu filho havia desaparecido no dia 9.

Na ocasião o declarante disse que seu filho era dependente químico e às vezes desaparecia para usar o entorpecente, porém sempre retornava para casa.

No dia do desaparecimento, o homem disse para os pais que iria pescar e manteve contato até o dia seguinte, mas depois sumiu sem deixar notícias.

A mãe de “Cai Cai”, que preferiu não se identificar, disse para a reportagem, que o filho nunca ficou tanto tempo fora de casa, sem dar notícias.

“Meu filho é muito conhecido e querido por todos. Acredito que ele não tenha inimigos. Estávamos felizes porque no dia 30 de novembro ele havia concluído o tratamento para dependentes químicos, mas por causa de alguns problemas ele voltou a usar a droga. Nos últimos meses ele trabalhou como vendedor e quando desapareceu levou dinheiro”, afirmou a mãe.

O vendedor é muito conhecido na cidade de Catanduva pela prática do futebol amador.

Ele é separado e possui dois filhos, um de cinco e outro de três anos de idade.

“Todos os dias saímos à procura do meu filho. Andamos por toda a cidade em busca de informação e quem sabe encontrá-lo em algum lugar”, comentou.

A família realizará o velório do rapaz no Cemitério Monsenhor Albino e o sepultamento acontecerá às 16h30 de hoje.

 

Marcelo Ono

De Catanduva

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